O Município

Dados do município.

Dados do município/localização

Fundação: 04/09/1856
Emancipação Política: 04 de Setembro
Gentílico: Pau-ferrense
Unidade Federatíva: Rio Grande do Norte
Mesoregião: Oeste Potiguar
Microregião: Pau dos Ferros
Distância para a capital: 392,00

Dados de características geográficas

Área: 259.959,00
População estimada: 30452
Densidade: 10.673,00
Altitude: 193
Clima: Semiárido
Fuso Horário: UTC-3
Durante muito tempo, a região do atual município de Pau dos Ferros foi habitada pelos índios panatis até que, entre finais do século XVII e início do século XVIII, vaqueiros e viajantes que cruzavam o sertão descobriram um curso de água, mais tarde batizado de Rio Apodi, cercado por grandes árvores frondosas, que logo passaram a servir de descanso em meio após longas e cansativas viagens. Ao longo deste curso, também foram organizados pontos de comércio, com a venda e marcação de gados nos troncos dessas árvores.

Em 1717, na época do Brasil Colônia, o senhor Manoel Negrão se tornou o primeiro donatário de uma sesmaria, que foi posteriormente doada ao coronel baiano Antônio da Rocha Pita, proprietário de grandes terras localizadas nas províncias do Ceará e Rio Grande do Norte. Com sua morte, em 1733, essa sesmaria, denominada "Pau dos Ferros", foi herdada por seus filhos Francisco da Rocha Pita, Luiz da Rocha Pita Deusdará, Simão da Fonseca e Maria Joana, sendo todos esses pioneiros que contribuíram para o estabelecimento de um núcleo de um pequeno povoado, com muitas casas de taipas ao redor dessa sesmaria. Mas o grande pioneiro da história do município foi o fazendeiro Francisco Marçal, que fundou uma fazenda destinada à criação de gado e, com grande mobilização, também foi o responsável pela construção de uma capela, em 1738, vindo a se tornar matriz de uma grande freguesia em 19 de dezembro de 1756, com a criação de uma paróquia, que teve como padroeira Nossa Senhora da Conceição.

Em 1761, o povoado foi integrado à vila de Portalegre que, por se localizar em serra, distante 33 quilômetros do povoado de Pau dos Ferros, trazia prejuízos ao comércio local e dificultava o acesso das pessoas. Em toda a zona oeste do Rio Grande do Norte só existiam três povoados, Apodi, Portalegre e Pau dos Ferros, sendo que apenas o último, devido à sua localização estratégica e privilegiada entre duas grandes serras, tinha um crescimento regular. Ao mesmo tempo, outros dois povoados, situados em serra, começavam a ter destaque: Luís Gomes e São Miguel.

No século XIX, a partir de 1841, moradores do povoado realizaram um abaixo-assinado, que totalizou 492 assinaturas, reivindicando a elevação do povoado de Pau dos Ferros à categoria de vila. O projeto foi encaminhado à assembleia provincial e aprovado na Comissão de Estatística e Justiça, mas não foi aprovado em plenário. A segunda tentativa, novamente rejeitada, ocorreu em 1847 quando, em 21 de outubro, o deputado provincial João Inácio de Loiola Barros apresentou um segundo projeto, desta vez pretendendo transferir a sede da vila de Portalegre para Pau dos Ferros. Em 12 de abril de 1853, os deputados provinciais Luiz Antônio de Brito Guerra (Barão do Assu) e Elias Antônio Cavalcanti de Albuquerque apresentaram um novo projeto de criação da vila, desta vez com a denominação Vila Cristina, mas a tentativa não obteve sucesso e o projeto foi reprovado.

Finalmente, em 23 de agosto de 1856, um novo projeto apresentado pelo deputado provincial Bevenuto Vicente Fialho na assembleia provincial em Natal. Este projeto foi aprovado e se transformou na lei provincial n° 344, sancionada em 4 de setembro daquele ano pelo governador Antônio Bernardo Passos, elevando o povoado à categoria de vila, desmembrando-a de Portalegre, quase cem anos após a criação da freguesia de Nossa Senhora da Conceição. O nome "Pau dos Ferros" vem de uma árvore, mais precisamente de marcas fixadas com ferro em brasa numa oiticica muito frondosa que, pela sua grande dimensão, oferecia uma farta sombra e servia de local para o repouso dos vaqueiros, que chegavam cansados de longas caminhadas.


Da emancipação ao centenário

Em 19 de janeiro de 1857, o município foi oficialmente instalado, em sessão solene na câmara municipal, que teve como primeiro presidente Manoel Silvestre Ferreira. Em 8 de agosto de 1873, a lei provincial n° 683 criou a comarca de Pau dos Ferros, desmembrada da comarca de Imperatriz, hoje Martins. Após uma grande epidemia de cólera em 1862, que, segundo registros oficiais, matou 199 pessoas, Pau dos Ferros foi afetada por uma grande seca em 1877, que viria a durar três anos, a mais grave já registrada no Brasil e, em seguida, por surtos de sarampo, varíola e disenteria, que também dizimaram parte da população pauferrense, visto que ainda não havia hospitais e outros estabelecimentos de saúde. A partir de 1889, ano da Proclamação da República, deu-se início a construção de um reservatório, que foi inaugurado em 25 de março de 1897, recebendo, por isso, a denominação "25 de Março". Esse açude foi idealizado em 1888 pelo intendente municipal Joaquim José Correia e, durante muitas décadas, serviu de abastecimento à população local. Mais tarde, também foi construído o Açude Gangorra, hoje localizado em terras do município de Rafael Fernandes.
Pau dos Ferros conta com alguns pontos turísticos: o Açude Pau dos Ferros, que abastece a população o município; a Casa de Cultura Popular Joaquim Correia, inaugurada em 1911, onde funcionou a primeira escola pública do município e posteriormente o câmpus da UERN na década de 1980; a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, sede da paróquia de Pau dos Ferros, que faz parte da Diocese de Mossoró; o Obelisco, situado no meio da Praça Monsenhor Caminha, foi projetado pelo arquiteto baiano Oscar de Sousa Lelis por pedido do então prefeito na época, José Fernandes de Melo, construído em maio de 1955 para ser entregue à população em 1956, ano do centenário do município e do bicentenário da paróquia; a Praça de Eventos Nossa Senhora da Conceição, área de lazer pública onde são realizados diversos eventos promovidos pela prefeitura ou instituições locais, construída em um terreno com dez mil metros quadrados de área e inaugurada em 25 de junho de 2008.

O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural pau-ferrense, sendo possível encontrar uma produção feita com matérias-primas regionais, como o bordado e a madeira, além da culinária típica local. Também se destaca a Feira Intermunicipal de Educação, Cultura, Turismo e Negócios do Alto Oeste Potiguar (FINECAP), evento realizado no começo de setembro, dentro da festa de emancipação política do município, e destinado às empresas, ao comércio e à indústria para a realização de suas atividades, além de exposições, apresentações de cantores e bandas de músicas vindas de diversos lugares do Brasil, oferecendo lazer, cultura e entretenimento para a população pau-ferrense e de outras localidades circunvizinhas.

Realização da Vitrine Cultural "Xanana Diógenes", antecedendo a FINECAP, contando com apresentações artísticas e culturais, cujo nome é uma homenagem a uma das maiores artistas plásticas naturais do município; a Cavalgada do Vaqueiro, que acontece no dia 4 de setembro, data de aniversário da cidade, em homenagem ao vaqueiro, um dos personagens mais importantes da história de Pau dos Ferros; a festa da padroeira Nossa Senhora da Conceição, principal evento religioso do Alto Oeste e uma das maiores do interior do Rio Grande do Norte, que se inicia em 28 de novembro com a missa de abertura e o hasteamento das bandeiras, prosseguindo com nove noites de novena e se encerrando no dia 8 de dezembro com missas e a procissão com a imagem da padroeira por algumas ruas da cidade.
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Hino

HINO OFICIAL DO MUNICÍPIO DE PAU DOS FERROS - por Franscisco Bezerra

I

Ao aboio dos vaqueiros bravios,
Pau dos Ferros, nasceste no mundo,
E teus filhos repletos de brios
Te devotam respeito profundo.

II

Onde hoje a Cidade está assente,
Essa Árvore gigante e frondosa
Foi-te o marco da urbe nascente,
Doce terra louçã, dadivosa.

III

O teu rio de águas apresadas,
Que se fazem riqueza e condão,
Levam vida às culturas postadas,
Num brotar de celeiro-explosão.

IV

Se te fere da seca a tortura,
Um clamor se levanta em teu povo
Que, no entanto, em face da agrura
Se refaz com denodo de novo.

V

O jatobá, imponente, altaneiro,
E dos seus pés se alonga a campina,
Viu além da cidade primeiro,
Teu nascer, dormitar de menina.

VI

Os teus filhos presentes, distantes
Dizem vinde e cantemos, jograis,
Teu louvor em acordes sonantes
Com esperança de amor e de paz.

Brasão

Estilo francês, 8 x 7 módulos, evocativo da raça colonizadora e formadora da nossa nacionalidade. Caracteriza-se aspectos históricos, socioculturais, geográficos e econômicos. Centralizado no brasão, consta o Obelisco, símbolo centenário e marco da renovação moral e cívica, registrando lutas e vitórias dos pugnadores do seu desenvolvimento. Há também a presença de uma árvore com marcas de ferros e de uma lagoa, símbolos ligados ao início da povoação, toponímia e pecuária. Ladeando o escudo, galhos de algodão, símbolo vegetal e histórico do Estado do Rio Grande do Norte. O globo amarelo traduz as riquezas minerais do território: berilo, columbita, cristal de rocha, ferro, manganês, entre outros. No listel azul, o nome da cidade e a data de sua criação.

A idealização do brasão e da bandeira do município de Pau dos Ferros foi do Ex-Prefeito Doutor Pedro Diógenes, em 1967, apresentados por meio do Decreto Municipal N° 037/1967, não sendo ainda, à época, reconhecida legalmente. O Reconhecimento Legal dos Símbolos do Município ocorreu por meio da Lei Municipal N° 395, de 4 setembro de 1984, na gestão do Ex-Prefeito Doutor José Fernandes de Melo, que reconheceu, por meio da lei referida, a Bandeira e o Brasão de Armas de Pau dos Ferros. É possível que, após o reconhecimento legal, a bandeira e do brasão tenham recebido algumas alterações visuais, mas que mantém a ideia principal. Atualmente, os símbolos do município são mencionados no art. 3o da Emenda à Lei Orgânica no 002/2020 do Município de Pau dos Ferros, ao qual, se inclui também o hino.

Bandeira

Constituída de um retângulo branco simbolizando paz, amizade, prosperidade, pureza de caráter e espiritualidade. Ao centro, o brasão do município.

A idealização do brasão e da bandeira do município de Pau dos Ferros foi do Ex-Prefeito Doutor Pedro Diógenes, em 1967, apresentados por meio do Decreto Municipal N° 037/1967, não sendo ainda, à época, reconhecida legalmente. O Reconhecimento Legal dos Símbolos do Município ocorreu por meio da Lei Municipal N° 395, de 4 setembro de 1984, na gestão do Ex-Prefeito Doutor José Fernandes de Melo, que reconheceu, por meio da lei referida, a Bandeira e o Brasão de Armas de Pau dos Ferros. É possível que, após o reconhecimento legal, a bandeira e do brasão tenham recebido algumas alterações visuais, mas que mantém a ideia principal. Atualmente, os símbolos do município são mencionados no art. 3o da Emenda à Lei Orgânica no 002/2020 do Município de Pau dos Ferros, ao qual, se inclui também o hino.

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